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Doenças Vasculares

Doenças do sistema linfático

O que são vasos linfáticos e qual a sua função?

Os linfáticos são pequenos vasos, com menos de 3mm de diâmetro, cuja função é transportar linfa pelos gânglios (também conhecidos como linfonodos). Uma das principais funções do sistema linfático é de "transportar" as proteínas, outras substâncias e líquidos que saem do sangue para dentro dos vasos linfáticos, assim como também ajudar o organismo a se defender contra diferentes microorganismos (por exemplo, bactérias, vírus e fungos). A linfa ao passar pelos linfonodos (gânglios), sofre filtração e neste ponto o organismo se defende combatendo as infecções.

Quais as causas das doenças linfáticas?

Entre as principais causas podemos citar a congênita (a pessoa já nasce com o problema), a infecciosa, após radioterapia, após alguns tipos de cirurgia (por exemplo, mastectomia) e tumores. Uma complicação mais rara, porém grave, é o aparecimento de câncer.

Quais os sintomas das doenças linfáticas?

As pessoas com doença linfática têm uma menor circulação da linfa pelo corpo. Podemos dizer resumidamente que, como a linfa fica mais "parada", uma parte desse líquido sai de dentro para fora do vaso linfático, ficando acumulado debaixo da pele, causando linfedema (inchaço) dos pés, tornozelos, pernas ou dos braços. Quando o linfedema (inchaço) aumenta, pode causar dor no local, deformidades, dificuldade para movimentar a perna, o braço etc. e até mesmo infecções da pele. Nos casos mais complicados, o inchaço é tão grande que pode dificultar o movimento do membro com incapacidade de andar normalmente.

A doença linfática pode piorar ao passar do tempo? Como ela progride?

Depende do caso. A doença linfática tem vários estágios, começando mais leve e podendo piorar com o tempo. A piora ou não da doença vai depender da sua causa, dos cuidados que a pessoa tem, da presença ou não de outras doenças e de complicações, da rapidez do diagnóstico e do tratamento.

Quais os graus de doença linfática?

Grau 0: Pessoas que não têm linfedema (inchaço), porém têm problemas no sistema linfático;

Grau l: Pessoas que têm linfedema (inchaço) que desaparecem apenas com o repouso noturno;

Grau 2: Pessoas que têm linfedema (inchaço) que não diminuem com o repouso, mas que podem ser eliminados com drenagem linfática manual e procedimentos médicos.

Grau 3: Estágio mais grave da doença, que se manifesta por inchaços que não melhoram com o tratamento clínico.

Quais são os principais tipos de tratamento?

São vários os tipos de tratamento para a doença linfática, porém a escolha é feita de acordo com cada caso. No geral, o tratamento baseia-se no uso de medicamentos, fisioterapia ou cirurgia, podendo ser utilizados isoladamente ou em associação.

Repouso/elevação do membro afetado:

Medicamentos: por exemplo, drogas chamadas de linfocinéticas têm a capacidade de aumentar a circulação dos vasos linfáticos e assim melhorar os sintomas.

Fisioterapia: sessões de drenagem linfática manual e compressão pneumática intermitente melhoram, por meio da "massagem", a circulação linfática.

Drenagem linfática manual - linfedema pernas

Cirurgia: Indicada em poucos casos, geralmente quando não houve melhora dos sintomas com medicamentos e/ou fisioterapia.

Qual a doença mais frequente dos vasos linfáticos?

A doença mais freqüente dos vasos linfáticos é a erisipela, geralmente nos membros inferiores. Rachaduras, micoses, cortes e outros ferimentos nos pés ou pernas são as "portas de entrada" para bactérias causarem esta infecção, caracterizada por inchação, dor e vermelhidão na parte atingida. Além disso, ocorrem sintomas gerais como febre alta (39º C), náuseas, vômitos e mal estar geral.

O que é erisipela?

A erisipela é uma infecção de pele causada por bactérias, sendo muito comum nas pessoas que têm doença linfática. No geral, essas bactérias estão presentes na pele normal, porém o inchaço causado pela má circulação da linfa aumenta a chance de aparecimento de pequenas feridas na pele. As bactérias penetram através destas feridas e causam a infecção (erisipela).

Quais são os principais sintomas da erisipela?

Inchaço, dor, vermelhidão e pele quente são os principais sintomas. Nos casos mais complicados, a pessoa pode ter febre, aparecimento de "ínguas" (aumento de gânglios), fraqueza e até perda de apetite. No geral, o tratamento baseia-se no uso de antibióticos para combater a infecção e cuidados locais, como uma boa limpeza, proteção local contra traumas, entre outros.

Quais as medidas de prevenção da erisipela?

Manter os pés secos e limpos, sem micoses ou rachaduras são medidas essenciais para a prevenção. Talcos antissépticos para uso nos calçados também são recomendáveis.

É fundamental que o paciente que teve erisipela ou apresente linfedema se proteja contra novos surtos. A cada novo episódio aumenta o risco de ocorrência de linfedema pós-inflamatório. Higiene rigorosa dos pés e mãos, evitar traumatismos e cortes; evitar a ocorrência de edema, mantendo os pés da cama elevados, evitar a permanência prolongada em pé, são cuidados importantes para a prevenção da doença.

Curada a erisipela o uso da meia elástica é altamente recomendável, pois em grande parte dos casos se instala o linfedema como seqüela.

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