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Doenças Vasculares

Remédio para varizes

O tratamento da doença venosa crônica é constituído por medidas gerais como a prática de exercícios, a orientação de se evitar períodos prolongados de ortostatismo, o combate à obesidade, medidas essas que visam reduzir a hipertensão venosa e prevenir a evolução da doença.

O tratamento compressivo com o uso de meias elásticas de compressão graduada se tornou a base do controle da hipertensão venosa em membros inferiores, tanto em caráter profilático quanto em caráter terapêutico. Diversas técnicas cirúrgicas visando corrigir alterações funcionais e, assim, reduzir a hipertensão venosa foram e têm sido desenvolvidas, associando-se recentemente com novos avanços técnicos como a ablação de safenas pelo laser ou radiofrequência e a técnica da espuma densa ecoguiada.

O uso de medicamentos que atuem diretamente no sistema venoso sempre foi motivo de estudos.

Os flavonoides (g benzopironas) são bem conhecidos em relação ao seu potencial antioxidante e antiinflamatório. Dentro desse grupo destacam-se os rutosídeos que já se mostraram eficazes no aumento do tono venoso e na redução da filtração capilar, sendo demonstrada a redução de edemas e o alívio de sintomas como peso e cansaço nas pernas, ardor, formigamento e câimbras. Parece que influenciam a interação leucócito-endotélio que pode estar envolvida em processos inflamatórios específicos ocasionando, assim, a melhora da sintomatologia.

A troxerrutina é um produto semissintético, do grupo das g benzopironas, que possui as características dos rutosídeos, sendo alta sua absorção por via digestiva (80%), com vida média de 24 horas e eliminação biliar. Sua ação se faz através de ação estabilizadora do metabolismo do colágeno da parede venosa e de ação direta sobre a estrutura venocapilar. Atua também no endotélio capilar com efeito positivo na filtração endotelial. As a benzopironas, cujo principal representante é a cumarina, se caracterizam por possuir um importante efeito linfotrópico por sua ação sobre as proteínas por meio da ativação da atividade proteolítica de macrófagos, com redução da pressão oncótica e menor poder de retenção da água pelas proteínas intersticiais. É importante salientar que os derivados cumarínicos não ocasionam hipocoagulabilidade, propriedade esta da bis-hidroxicumarina, que não integra a fórmula dos flebotônicos(27-31).

As saponinas constituem outro grupo farmacológico com ação sobre a parede venosa, sendo seu principal efeito a ação sobre a venocontratilidade. No grupo dos produtos sintéticos se destaca o dobesilato de cálcio com estrutura similar às das benzopironas com ação miotônica venosa e melhora da resistência capilar, atuando nos edemas de origem venosa, mas em menor proporção nas doenças linfáticas(27).

Os flebotônicos têm a sua indicação maior no alívio dos sintomas ocasionados pela doença venosa crônica, apesar de ainda não totalmente esclarecidos os mecanismos pelos quais eles atuam, sendo também eficazes na redução do edema, no entanto, não influenciando na evolução da doença. Com a evolução da pesquisa clínica e com mais acurados métodos de diagnóstico, espera-se maior elucidação dos mecanismos de ação dos flebotônicos na doença venosa, proporcionando maiores indicações nas suas diversas fases.

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